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domingo, 12 de dezembro de 2010

Além da meleca cor-de-rosa

A verdade sobre os nuggets de frango

Saiba mais sobre essa delícia crocante e douradinha:
A foto é real e nuggets realmente são feitos do material – mas nem todos os nuggets de frango são feitos com o frango mecanicamente separado acima. Há dois tipos de nugget: os de músculo inteiro, que é basicamente um pedaço de frango normal, empanado, e que você frita em casa e há o processado, que se parece mais com um hambúrguer.
O último tipo usa a massa cor-de-rosa acima que é constituída de “pedaços de frango que não seriam cozidos corretamente de outra forma” – ou seja, tudo que não consegue ser vendido como um pedaço normal de frango (miúdos, por exemplo). É o mesmo processo usado para fazer salsichas também. Veja o vídeo:


Segundo vários “cientistas da comida” a verdadeira ciência dos alimentos é aumentar a quantidade de comida produzida tornando alimentos aparentemente indesejáveis em alimentos desejáveis e gostosos. É, basicamente, graças a esse tipo de pensamento que a comida hoje em dia é bem mais barata do que era há algumas décadas atrás.
Além disso, os produtores possuem uma certa “ética” na hora de fabricar seus alimentos: se vamos matar animais é lógico que todo o animal seja usado, para evitar desperdício de vida e de alimento que é saudável.
Lógico que recomendamos que você consuma alimentos de fabricantes confiáveis, mas não é porque o nugget é feito de carne mecanicamente separada que você deve deixar de comer algo que goste.

Benefícios do chá verde industrializado são questionados


Pelo visto, cada vez mais fica provado que é melhor fazer comida em casa do que comprar produtos processados e industrializados. Beber chá verde é quase moda atualmente. Mas o quão bem ele realmente lhe faz? Acontece que muitas das bebidas industrializadas de chá verde contêm muito pouco dos benefícios do verdadeiro chá verde. O que realmente é comercializado é uma bebida açucarada misturada a vitaminas e minerais. Inclusive, parece que os rótulos dos alimentos podem nos induzir ao erro. No mês passado, um estudo descobriu que, embora os rótulos das bebidas de chá engarrafado normalmente vêm cheios de declarações do seu conteúdo rico em antioxidante, as doses saudáveis são muito pequenas, encontradas em maior quantidade no chá caseiro (feito a partir de um saquinho).  Agora, a FDA (Food and Drug Admnistration, ou em português, Administração de Drogas e Alimentos) advertiu os responsáveis pela fabricação de bebidas de chá verde que não considera ser adequado fortalecer com vitaminas e minerais comidas que são consideradas “porcarias”, tais como bebidas carbonatadas.  Além do mais, a FDA diz que os ingredientes da bebida não são nutrientes com reconhecida atividade antioxidante. Inclusive sugere que o produto viola as leis federais de alimentos por anunciar tal qualidade no rótulo.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Rondeel – Embalagem de ovos feita com fibra de coco

A empresa holandesa produtora de ovos, a Rondeel, lançou no varejo uma embalagem diferenciada de todas as demais existentes no mercado mundial.


A embalagem foi tecnicamente desenvolvida com a finalidade de produzir ovos dentro de  padrões de total sustentabilidade futura. A caixa de ovo é feito de fibra de coco 100% natural e 100% de borracha natural, produto natural, biodegradável e que não causa impactos ambientais. . A caixa é totalmente biodegradável. Tem um formato diferenciado que se destaca na gôndola. Porém o seu formato redondo pode dificultar a estocagem do produto em relação às embalagens tradicionais. A Rondeel tem um conceito completamente novo no alojamento de aves poedeiras. É baseado na ideia de encontrar o equilíbrio entre a aceitação do público, o bem-estar do agricultor e do bem-estar das aves. Fica aqui uma ideia de material para substituir a embalagem de polpa moldada de papel. O descarte do coco em muitas cidades é um problema e o não aproveitamento desse material é um desperdício pelo seu potencial em se transformar em outros produtos.

sábado, 16 de outubro de 2010

Se alimentar de salada faz bem?


Acabe com as pegadinhas que envolvem a alimentação saudável. Nem sempre ter um prato verdinho é garantia de que você está se alimentando direito.

Você pensa que ter uma alimentação saudável é sempre positiva? Pois, saiba que, assim como tudo o que é exagero faz mal, não poderia ser diferente em relação aos hábitos alimentares saudáveis. A nova onda de comida orgânica e livre de gordura trans pode estar difundindo na cabeça das pessoas a essencialidade dos bons hábitos alimentares. Isso é bom, mas o que dizer quando a diferença entre preocupação com a alimentação vira obsessão? Acredite, isso já foi notado na população e está sendo chamado pelos especialistas de ortorexia.

A chamada ortorexia nervosa é caracterizada pela obsessão patológica pelo consumo de alimentos saudáveis e pelos cuidados com os alimentos. Segundo os especialistas, isso é prejudicial porque acaba interferindo em vários aspectos da vida da pessoa, tanto em relação ao tempo em que ela fica refém de preparar e escolher os alimentos, quanto ao convívio social. "A pessoa passa a não fazer refeições fora de casa, a não comer nada preparado por outra pessoa, ela se incomoda com os hábitos dos outros, ou seja, ela acaba perdendo o limite do que é cuidar da saúde e o que é obsessão", explica a nutricionista da Unifesp, Camila Leonel.

Porém, a ortorexia é um conceito muito recente e ainda não é classificada como um distúrbio alimentar por falta de critérios para o diagnóstico. No entanto, o aparecimento dessa alteração do comportamento alimentar chama atenção para uma tendência do medo coletivo em relação à comida. "As pessoas estão ficando mais preocupadas com a qualidade de vida e com a saúde, mas acabam exagerando quando pensam que a alimentação se tornou algo ruim", diz a nutricionista da Unifesp. Comer bem e direito não significa ter que excluir itens do cardápio, mas saber agrupar, combinar e reorganizar o cardápio de acordo com as necessidades e restrições de cada um. Para que você entenda melhor o que é preciso para ter uma alimentação realmente saudável, sem cair nas pegadinhas de senso comum e para celebrar o Dia Mundial da Alimentação, comemorado nesta sexta-feira (16), o Minha Vida foi desvendar algumas questões. Confira:

1. Cortar de vez doces e gorduras
Errado. Muitas pessoas pensam que para reeducar a alimentação é preciso cortar o mal pela raiz. Porém, como ensina a nutricionista da Unifesp, Camila Leonel, comer guloseimas e gordura eventualmente não quer dizer ter uma alimentação ruim. "Existe uma faixa de consumo de gordura e de doces aceitável para se consumir todos os dias. Ninguém está livre de comer um doce ou de usar óleo para fazer comida. O problema é só quando isso passa a ser exagero", ensina a nutricionista. Na alimentação saudável entra de tudo. Por isso, não é nenhum crime querer um docinho de vez em quando.

2. Quanto menos calorias melhor
As calorias são grandes inimigas de quem resolve fazer dieta? Não necessariamente. Segundo Camila Leonel quem quer ter uma alimentação saudável não precisa ficar se preocupando demais com as calorias. "Às vezes temos produtos alimentares que são mais calóricos e mais vantajosos. Um bom exemplo é um pão de forma normal e um pão de forma integral. O integral é até mais calórico, porém a quantidade de fibras compensa as calorias extras e acaba sendo melhor optar pelos integrais." É sempre melhor avaliar quais benefícios os alimentos podem trazer ao organismo em vez da quantidade de calorias que ele vai trazer.

3. Só na saladinha
Dica: não fique. Se você pretende ter realmente uma alimentação saudável, não pode focar apenas em um grupo alimentar. Aqui cabe definir que a lógica da alimentação completa e equilibrada é, como ensina Camila Leonel, incluir no cardápio um pouco de cada grupo alimentar, ou seja, uma fonte de energia, vitaminas, minerais e proteínas. Se você ficar só na salada, dificilmente vai conseguir satisfazer todas as necessidades de nutrientes do seu organismo. Sem contar que uma hora vai enjoar de fazer sempre a mesma refeição.

4. Fora, industrializados!
Tem gente que faz uma verdadeira guerra contra eles. Mas, será que é válido dedicar todos os nossos esforços no combate aos industrializados ou é mais vantagem tentar controlar a qualidade e a quantidade do que ingerimos? É praticamente impossível viver apenas consumindo produtos naturais, por isso, a consciência de que ser saudável é equilibrar é, novamente, muito importante. Uma vez ou outra consumir um produto congelado ou enlatado não é problema, desde que se controle os excessos e se evite aqueles produtos que fazem mal especificamente para o seu organismo.

5. Não gosto disso e não me faz falta
Dependendo do alimento, sim, você pode seguir seu desejo e evitá-lo. Desde que você ache um substituto equivalente. "Se a pessoa apresenta uma resistência aos legumes, por exemplo, o ideal é que ele consuma bastantes frutas, que pertencem ao mesmo grupo alimentar. Mas, essa medida é a curto prazo, porque o trabalho que fazemos a longo prazo ensina que uma pessoa precisa começar a experimentar novos sabores para agregá-los à alimentação, propiciando variedade", ensina a nutricionista.

6. Ser vegetariano é ser mais saudável
Não necessariamente. Um dos maiores mitos que se criou hoje em dia é em relação à comida vegetariana. Aqueles que resolvem aderir de vez o cardápio precisam ficar atentos se não estão fazendo as substituições erradas na hora de se alimentar. De acordo com o endocrinologista Fillipo Pedrinola, especialista do Minha Vida, a dieta vegetariana é caracterizada por níveis reduzidos de gorduras saturadas, colesterol e proteínas animais, e níveis superiores de carboidratos, fibras, potássio e antioxidantes. Mas isso não significa que os vegetarianos não engordem. "É frequente vermos vegetarianos acima do peso. Isso ocorre, na maioria dos casos, porque a dieta puramente vegetariana muitas vezes não é capaz de suprir a quantidade necessária de proteínas, a menos que seja muito bem orientada", afirma ele.

7. Queime todos os carboidratos
Como toda fonte de energia, os carboidratos servem para serem gastos. Mas, alto lá: não se esqueça de repor tudo de volta. "Carboidratos são essenciais para o organismo, na medida em que são responsáveis por atividades corriqueiras como andar, correr e trabalhar", aponta Camila. As pessoas costumam achar que precisam bani-los da dieta para não engordar. Tem até dieta que propõe cortes desse grupo. Mas isso, além de ser um erro, pode comprometer a saúde, uma vez que sua ingestão também alimenta as células do corpo, em especial as do sistema nervoso central. "Carboidratos não podem ser cortados da dieta. Muito pelo contrário, é recomendado seguir uma alimentação que forneça pelo menos 50% do seu total calórico deste grupo alimentar", ensina Camila Leonel.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Alimento não saudável terá alerta sobre riscos à saúde


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou (29 de junho de 2010) no Diário Oficial da União regulamento sobre a propaganda e publicidade de alimentos com quantidade elevada de açúcar, gordura saturada, gordura trans e sódio, e de bebidas com baixo teor nutricional. Segundo o texto, as peças publicitárias devem conter um alerta sobre os riscos à saúde provocados pelo consumo excessivo dessas substâncias. Elas devem informar, por exemplo, que a ingestão de alimentos com muita gordura trans eleva as chances de doença do coração, assim como no caso da gordura saturada, que aumenta também os riscos de diabetes. O consumidor deve ser informado ainda de que alimentos com quantidade elevada de sódio aumentam o risco de pressão alta e de doenças do coração. A medida adotada pela Anvisa também vale para os refrigerantes, refrescos artificiais e bebidas ou concentrados para o preparo de bebidas à base de xarope de guaraná ou groselha e chás prontos para o consumo. O regulamento deve ser aplicado ainda nos caso de bebidas adicionadas de cafeína, taurina, glucoronolactona ou qualquer substância que atue como estimulante no sistema nervoso central. O regulamento foi adotado com o objetivo de coibir práticas excessivas que levem o público, em especial o infantil, a padrões de consumo incompatíveis com a saúde e que violem o direito à alimentação adequada.

McLanche resiste por seis meses à decomposição, mostram fotos

Veja a data nas fotos.






A americana Sally Davies (foto acima), 54, contou ao jornal britânico Daily Mail que ficou surpresa com a resistência de um McLanche Feliz à decomposição, como se ele estivesse desafiando a lei da natureza. Ela comprou o sanduíche na loja do McDonald’s mais próxima de onde mora em Nova Iorque no dia 10 de abril deste ano e o deixou exposto fora de casa. Seis meses depois, no dia 28 de setembro, como mostra uma sequência de fotos (acima), o fast food estava inteiro, sem nenhum bolor, como se fosse uma comida de plástico com brilho de acrílico.

“As batatas fritas e o pão murcharam um pouco, mas a aparência se manteve inalterada. A única mudança foi que o McLanche se tornou duro como uma rocha”, disse.

Sally informou que já no segundo dia estranhou o fato de o lanche não exalar nenhum cheiro. “E os meus cães perderam o interesse em saber o que havia na mesa onde eu tinha colocado o McLance.”

Ela disse que fez a experiência por curiosidade e não com o objetivo de fazer uma campanha contra o fast food. “Para mim, foi uma diversão, embora tenha achado o estranho o resultado da experiência.”

Daily Mail perguntou a um representante do McDonal’s se sabia que o McLanche não é biodegradável. A resposta foi que Sally montou uma farsa. Com informação e fotos do Mail Online.

domingo, 3 de outubro de 2010

Pergunte a sua mãe se você teve esse problema !!

QUALIDADE DA CARNE

VEJA COMO É FEITO O ABATE CLANDESTINO E O ABATE LEGAL !

VAMOS FICAR ESPERTO MOÇADA!


 

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Plástico de Mandioca

PLÁSTICO DE MANDIOCA PARA EMBALAR ALIMENTOS É BIODEGRADÁVEL E PODE SER COMIDO

Pesquisadores da Escola Politécnica USP desenvolveram um filme plástico à base de amido de mandioca e açúcares. Projetado para ser utilizado em embalagens, o plástico é biodegradável, comestível, tem propriedades antibacterianas e pode mudar de cor de acordo com o estado de conservação do produto.
A novidade ainda está em fase de desenvolvimento, mas pode ser uma alternativa para um grave problema ambiental. O Brasil consome cerca de 4 milhões de toneladas de plástico anualmente e recicla apenas 16,5% desse total, de acordo com a Associação Brasileira de Embalagens. Um terço corresponde ao plástico filme e dois terços ao plástico rígido. A estimativa para a decomposição desses materiais no ambiente é de cerca de cem anos.
Além da redução de lixo, por ser biodegradável, a invenção poderá reduzir os conservantes sintéticos dos alimentos, devido à ação antimicrobiana. O produto é resultado do pós-doutorado da engenheira química Cynthia Ditchfield, do Laboratório de Engenharia de Alimentos do Departamento de Engenharia Química da Poli.
A pesquisadora faz parte de uma equipe supervisionada pela professora Carmen Tadini. O projeto tem apoio da FAPESP na modalidade Auxílio a Pesquisa. Cynthia contou com uma bolsa de pós-doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação.
A busca de um polímero natural biodegradável é uma tendência mundial. “Utilizamos o amido de mandioca como base com a intenção de agregar valor, uma vez que o Brasil é o segundo maior produtor mundial do tubérculo”, disse Cynthia à Agência FAPESP.
De acordo com a pesquisadora, o novo plástico filme possibilitará a fabricação de embalagens ativas que, além de proteger, interagem com o produto, agregando novas utilidades. Um exemplo é a ação antimicrobiana. “Adicionamos ao material da embalagem produtos como cravo e canela, que são antimicrobianos naturais. O resultado é um aumento da vida útil do produto na prateleira”, explicou.
Indicador de acidez
Outra característica ativa da nova embalagem é a indicação de acidez. Segundo Cynthia Ditchfield, muitos alimentos, quando se deterioram, sofrem alterações no pH, que fica mais ácido. Em contato com o alimento, o plástico muda de cor, indicando se as condições estão boas.
“O indicador de pH pode dar segurança ao consumidor de que o produto não está estragado ou passou por más condições. A embalagem também pode indicar, por exemplo, se um produto está em boas condições, ainda que a validade tenha expirado”, explicou.
Para a mudança de cor da embalagem, os pesquisadores utilizaram extratos naturais de repolho roxo, uva e cereja. “São pigmentos do grupo das antocianinas, que mudam de cor com o pH”, disse. O repolho foi o mais eficiente nos testes, mas a uva seria interessante para possibilitar uma nova destinação para as sobras da fabricação de vinho. “Fizemos testes com resíduos de vinícolas e eles foram bem satisfatórios.”
Cynthia explica que a matéria-prima utilizada na embalagem é barata, mas que não há ainda estimativas se o produto será mais caro do que os plásticos convencionais. A definição dependerá do processo industrial que for adotado.
“Ainda precisamos desenvolver a embalagem, principalmente em relação à barreira de umidade e à função antimicrobiana. Faltam testes de aplicação e melhoramento. Depois disso, será preciso projetar a produção industrial”, disse.
Para a pesquisadora, o produto deverá chamar a atenção da indústria após a fase de testes preliminares. “Todos os elementos utilizados no produto – a mandioca, a sacarose e os compostos antimicrobianos – são produzidos e exportados pelo Brasil. A idéia é agregar valor a produtos nacionais”, afirmou.
Fábio de Castro
Agência FAPESP

Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

ACERVO DIGITAL REVISTA VEJA


Estou enviando para vocês, um Link de acesso a todas as revistas Veja, editadas pela Abril nesses últimos 40 anos. Da capa à contra-capa, incluindo todas as páginas. É um trabalho impressionante e creio que servirá como fonte de consulta e garimpagem de dados para efetivação de eventuais trabalhos de pesquisa. A revista VEJA abre todo o seu acervo de 40 anos de existência na internet. Todas as edições poderão ser consultadas na íntegra em formato digital no endereço:  ACERVO DIGITAL REVISTA VEJA.
A revista liberou o acervo em comemoração ao seu aniversário de 40 anos. A primeira edição de VEJA foi publicada em 11 de setembro de 1968. O sistema de navegação é similar ao da revista em papel: o usuário vai folheando as páginas digitais com os cliques do mouse.

sábado, 28 de agosto de 2010

MERCADO HALAL


AH - Grupo de Abate Halal

O mercado de produtos certificados Halal é imenso. Ele inclue 1,3 bilhões de muçulmanos no mundo, em 112 países e muitos outros não-muçulmanos que escolheram se alimentarem de produtos certificados com esta qualidade. Existem 9 milhões de muçulmanos aproximadamente vivendo na América do Norte, 20 milhões na Europa, 300 milhões na África, 200 milhões no Oriente Médio, 800 milhões na Ásia e 3 milhões na América Latina. O mercado global de produtos Halal tem valor estimado de 2,1 trilhões de dólares. Os produtos em potencial para este mercado incluem alimentos, farmacêuticos, cosméticos, produtos em couro, assim como, serviços. É esperado que o consumo de produtos cresça consideravelmente com o crescimento da população islâmica no mundo. Atualmente, o maior consumidor de produtos Halal é o sudeste e oeste da Ásia. Tradicionalmente, a maioria dos produtos Halal são de alimentos. Os consumidores usualmente o associam com inspeções de componentes e ingredientes de alimentos, forma de estocagem e observação restrita das normas de higiene e procedimentos sanitários do produtor. Apenas na área de alimentos Halal existe um mercado estimado em 150 bilhões de dólares. A demanda por este tipo de alimento está aumentando entre os muçulmanos devido a natureza compulsória de consumir apenas este tipo de alimento. A procura pela Certificação Halal, que atesta a segurança e qualidade do processo de produção, também tem aumentado consideravelmente.

O que é um Alimento Halal?

A palavra Halal no idioma árabe significa lícito, permissível. São os produtos julgados consumíveis pelos muçulmanos e pela jurisprudência islâmica.

O termo significa alimento produzido sob a supervisão da Lei Islâmica Shariah e que segue as seguintes condições:
• O alimento e seus ingredientes não devem conter partes ou produtos de animais ilícitos ao consumo do muçulmano, como descrito pela Lei Islâmica, ou produtos de animais que não foram mortos de acordo com ela;
• Os alimentos não devem conter nada considerado impuro (Najs) de acordo com a Lei Islâmica;
• Os alimento não podem ter sidos preparados, processados ou manufaturados usando equipamentos sujos de impurezas (Najs), de acordo com a Lei Islâmica.

O que é impureza (Najs) ?

De acordo com a Lei Islâmica, impurezas (Najs) significa:
• Coisas não permitidas, tais como: Porcos e seus derivados, sangue e carniça;
• Alimentos que contém substâncias consideradas ilícitas;
• Alimentos que tiveram contato direto com substâncias ilícitas;
• Quaisquer substâncias expelidas do corpo dos animais ou seres humanos, tais como: Urina, fezes, sangue, vômito, pus, esperma e etc.
• Carniça ou qualquer animal que não tenha sido morto de acordo com a Lei Islâmica.

Quais são os três tipos de impurezas ?

Mughallazah:
Isso é considerado como o tipo mais severo de impureza Najs, tais como, cães, porcos, fluídos corporais, fezes e urina.

Método de Limpeza Dibagh, de acordo com o que é recomendado pela Lei Islâmica para limpeza do Najs Mughallazah:
As impurezas visíveis chamadas de 'Ainiah ou invisíveis chamadas de Hukmiah, para que sejam limpas deve-se adotar os seguintes procedimentos:
• Lavar sete vezes, sendo uma delas com areia;
• A primeira deve ser feita levando em conta a retirada completa das impurezas, sendo assim, as seguintes podem ser feitas sem mais detalhes;
• A areia utilizada deve ser o suficiente para ser notada apenas.

Mutawassitah:
Isso é considerado como impureza média, tais como: Vômito, pus, sangue, álcool, carniça, fezes e urina.

Mukhaffafah:
Isso é considerado como uma forma branda de  impureza Najs. A única impureza desta categoria é a urina da criança (masculino) até 2 anos de idade, desde que não tenha consumido nenhum tipo de comida a não ser o leite materno.

Alimentos e Bebidas Halal

Animal
Os animais são divididos em duas categorias: Terrestres e Aquáticos.

Animais Terrestres
Todos os animais terrestres são lícitos para o consumo exceto os seguintes:
• Animais que não foram mortos como recomendado pela Lei Islâmica;
• Porcos, cães e seus congêneres;
• Animais cque tenham caninos longos que os utilizam para matar suas presas, tais como: tigres, ursos, elefantes, gatos, macacos;
• Aves de rapina;
• Pragas, tais como, ratos, centopéias, escorpiões e outros animais similares;
• Animais os quais são proibidos de matar, tais como: Abelhas e Pica-paus;
• Criaturas consideradas repulsivas, tais como: Moscas, mosquitos e etc...

Animais Aquáticos
São aqueles animais que vivem na água e não conseguem fora dela, como por exemplo, os peixes. Todos os animais aquáticos são lícitos com exceção dos venenosos ou que causem malefícios a saúde. Animais que vivem na água e no solo, tais como: Crocodilo, tartarugas e sapos, não são lícitos para o consumo.
Existem algumas escolas islâmicas que define que certos tipos de peixes não são lícitos. Para evitar qualquer dúvida, aconselhamos que o Certificado Halal seja solicitado para todos os produtos, mesmo os que têm como base o peixe.
 
Plantas
Todos os produtos derivados de plantas e vegetais e seus derivados são lícitos, exceto aqueles que são venenosos ou causam malefícios a saúde.
 
Cogumelos e Microorganismos
Todos os tipos de cogumelos e microrganismos (bactérias, algas e fungos) e seus produtos e / ou derivados são Halal, exceto aqueles que são venenosos, tóxicos e prejudiciais à saúde.

Minerais e Químicas naturais
Todos os tipos de Minerais e químicas naturais são Halal, exceto aqueles que são venenosos, tóxicos e prejudiciais à saúde.

Bebidas
Todos os tipos de água e bebidas são Halal, exceto aquelas que são venenosos, tóxicas e prejudiciais à saúde, como as bebidas alcólicas.

Alimentos geneticamente modificados (AGM)
Qualquer alimento ou bebida produzida com material geneticamente modificado, provenientes de animais ilícitos para o consumo islâmico não são Halal.

Produtos venenosos provenientes de plantas e animais aquáticos das quais as toxinas tenham sido eliminadas durante o processo de produção do alimento são Halal pela Lei Islâmica.

Como é feito o Abate Halal ?
De acordo com a Lei Islâmica o abate deve ser feito cortando a traquéia, esôfago, artérias carótidas e jugular.



O abate Halal deve ser separado do material Não-Halal seguindo os requerimentos abaixo:
• O abate só pode ser feito por uma pessoa  mentalmente sadia, preferencialmente muçulmano, que entenda completamente das regras fundamentais e condições relacionadas com o abate de animais no Islam;
• O objetivo do abate é para Allah e não pode ser devotado a outros deuses;
• O animal que será abatido deve estar vivo;
• O animal deve estar sadio e isso deve ser atestado pela autoridade de saúde;
• A frase: Em nome de Deus, Deus é maior! (Bismillah Allahu Akbar) deve ser pronunciada antes do abate;
• As linhas de abate, ferramentas e utensílios devem ser dedicados para o abate Halal tão somente;
• As facas devem ser afiadas;
• O abate deve ser feito de uma única vez (num único corte);
• Um inspetor muçulmano deve ser apontado para ser responsável pela vistoria nos animais e na forma de abate;
• Direcionamento para a Quiblah (direção da cidade sagrada de Makka).

Higiene e Condições Sanitárias
Higiene, condições sanitárias adequadas são pré-requisitos na reparação do alimento Halal. Estão inclusos neste tópico a higiene pessoal, uniformes, equipamentos e as normas de produção e processamento de alimentos.

Medidas que devem ser implementadas para:
• Evitar a contaminação por ar, solo, água, ração, fertilizantes (incluindo os fertilizantes naturais), pesticidas, drogas veterinárias ou qualquer outro agente utilizado na produção primaria;
• Proteger o alimento de contaminação por fezes, pestes, micro-organismos e etc...
• Os alimentos Halal devem ser armazenados e embalados levando em consideração as normas de higiene.

O sistema deve ser implementado visando prevenir:
• A contaminação do alimento por objetos estranhos como: vidro, plástico e etc...
• A embalagem não podem ser feita por materiais considerados ilícitos ou impuros Najs pela Lei Islâmica;
• Não pode ser preparado, embalado, manufaturado ou processado por materiais ou equipamentos considerados impuros Najs pela Lei Islâmica;
• Deve ser embalado, armazenado e transportado fisicamente separado de materiais Não-Halal.