segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Mestrado em Engenharia de Alimentos na UESB


Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB Recredenciada pelo Decreto Estadual N° 9.996, de 02.05.2006 EDITAL Nº 082/2010 O Reitor da UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA - UESB, no uso de suas atribuições legais, em conformidade com a Lei Estadual n.º 7.176, de 10 de setembro de 1997, torna público que estarão abertas às inscrições para a seleção de candidatos ao Curso de Pós-Graduação em Nível de Mestrado em Engenharia de Alimentos, com área de concentração em Engenharia de Processos de Alimentos, que se regerá pelas disposições que integram o presente Edital, observando as Resoluções 005/2007, 19/2005 e 20/2005 do CONSEPE. 1. DAS INSCRIÇÕES
1.1. DO PERÍODO E DO LOCAL
1.1.1. As inscrições estarão abertas no período de
1.1.2. As inscrições também poderão ser feitas através dos Correios (Sedex), desde que sejam postadas até o dia
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB
Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Alimentos
Campus Universitário "Juvino Oliveira"
CEP: 45700-000 - Itapetinga – BA
Home-page da UESB: www.uesb.br.
e-mail: ppgeal.uesb@yahoo.com.br
Fone: (0xx77) 3261-8629 - Fax (0xx77) 3261-8701.
20 de setembro a 20 de outubro de 2010 e deverão ser efetivadas no Colegiado do Mestrado em Engenharia de Alimentos, Campus de Itapetinga, no horário das 08:00 às 11:30 horas e das 14:00 às 17:00 horas. 20 de outubro de 2010 e enviadas para o endereço abaixo, sendo que as inscrições postadas após aquela data não serão aceitas, pelo que serão devolvidas: 1.2. DO NÚMERO DE VAGAS O Programa selecionará 20 (vinte) candidatos, neste Edital. 1.3. DOS CANDIDATOS O Curso é destinado a profissionais com diploma ou certificado de conclusão de curso superior nas áreas de Engenharia, Ciências Exatas, Ciências Agrárias e outras co-relacionadas com a área de concentração do Programa. 1.4. DOCUMENTOS EXIGIDOS PARA A INSCRIÇÃO No ato da inscrição, os candidatos deverão apresentar a documentação abaixo:
a) Formulário de Inscrição preenchido e assinado (formulário próprio disponível na home-page www.uesb.br.);
b) Cópia autenticada do Diploma ou Certificado de Conclusão de Curso de Graduação;
c) Cópia autenticada do Histórico Escolar;
 
d) Curriculum Vitae impresso diretamente da plataforma Lattes, e devidamente comprovado;
e) Cópia autenticada da Carteira de Identidade, do C.P.F., do Título de Eleitor e da Carteira de Reservista;
f) 01 (uma) foto 3 x 4;
g) 03 (três) cartas de referência (formulário próprio disponível na home-page www.uesb.br.);
h) Declaração do empregador liberando o candidato (formulário próprio disponível na home-page www.uesb.br.).
i) Declaração de proficiência em Língua Portuguesa emitida por embaixada ou consulado brasileiro no país de origem, no caso de candidato estrangeiro.
2. DO PROCESSO DE SELEÇÃO
2.1. O processo seletivo será composto de 02 (duas) etapas:
2.1.1.
2.1.2.
a) Prova escrita a ser realizada no dia
b) Entrevista a ser realizada no período de
PRIMEIRA: Pré-seleção dos candidatos, mediante análise do curriculum vitae (Anexo I), histórico escolar, avaliação da experiência em pesquisa, avaliação da disponibilidade para dedicação aos estudos e cartas de referência. O resultado da pré-seleção será divulgado até o dia 05 de novembro de 2010. Os candidatos pré-selecionados participarão da próxima etapa. SEGUNDA, constituída de: 16 de novembro de 2010, às 08:00h, com duração máxima de 04h, abrangendo conteúdos relativos aos pontos constantes do Anexo II; 17 a 19 de novembro de 2010. 2.2. Para o cálculo do Resultado Final será utilizado a fórmula NF = (NH+NC+NP)/3, em que NF= Nota Final, NH= Nota do Histórico, NC= Nota do Currículo, NP= Nota da Prova escrita. 2.3. São critérios eliminatórios: a) Nota na Prova Escrita inferior a 5,0 (cinco);
b) Nota na Entrevista (não satisfatório).
2.4. São critérios de desempate: 1º Nota da Prova escrita;
2º Nota do Currículo;
3º Nota do Histórico
4º Decisão Final da Comissão de Seleção.
3. DA PUBLICAÇÃO DO RESULTADO
3.1.
A relação oficial dos candidatos classificados será divulgada através da internet – www.uesb.br - e publicada no Diário Oficial do Estado da Bahia (DOE). 3.2. A classificação se dará por ordem decrescente de NF (Nota Final), após avaliação do desempenho dos candidatos, conforme item 2 deste Edital. 3.3.
3.4.
4. DA MATRÍCULA
4.1.
A divulgação do resultado final será feita até o dia
Os candidatos classificados terão direito à matrícula, respeitando-se o número de vagas oferecidas (vinte), podendo as vagas não ser totalmente preenchidas. 06 de dezembro de 2010. O candidato selecionado deverá matricular-se pessoalmente ou por procuração (com firma reconhecida), junto à Secretaria Setorial de Cursos no Campus de Itapetinga, em fevereiro de 2011, sendo que a data precisa será divulgada junto com o resultado da seleção. 4.2.
a) Requerimento de matrícula preenchido (fornecido pela Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Alimentos);
b) Certidão de Nascimento ou Casamento (original e cópia);
c) Diploma ou Certificado de Conclusão de Curso de Graduação (original e cópia);
d) Certificado de Reconhecimento do Curso da Graduação;
e) Histórico Escolar (original e cópia);
f) Carteira de Identidade, C.P.F., Título de Eleitor e Carteira de reservista (original e cópia);
g) Comprovante de nada consta da Justiça Eleitoral (TSE);
h) 01 (uma) foto 3X4.
No ato da matrícula, o candidato deverá apresentar os seguintes documentos: 4.3. O candidato que não apresentar a documentação exigida para a matrícula no período estabelecido perderá o direito a vaga e ingresso no curso. 4.4. As vagas decorrentes de matrículas não efetivadas serão automaticamente preenchidas pelos candidatos aprovados, respeitando-se a ordem de classificação. 5. DO INÍCIO DAS AULAS As aulas terão início em março de 2011, sendo a data precisa divulgada junto com o resultado da seleção. 6. DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
6.1.
O ato de inscrição gera a presunção absoluta de que o candidato conhece as exigências do presente Edital e de que aceita as condições da Seleção, não podendo invocar seu desconhecimento a qualquer título, época ou pretexto. 6.2.
Vitória da Conquista, de 17 de Agosto de 2010.
A inexatidão das declarações, as irregularidades de documentos, ou outras de qualquer natureza que não atendam às exigências deste Edital, ocorridas em qualquer fase do processo, eliminarão o candidato da Seleção ou, se identificadas posteriormente, impedirão a sua matrícula, anulando-se todos os atos e efeitos decorrentes da sua inscrição. PAULO ROBERTO PINTO SANTOS
REITOR
ANEXO I DO EDITAL Nº 082/2010
ITENS A SEREM AVALIADOS NO CURRICULUM VITAE
1. Experiência Profissional:
1.1. Docência ou Experiência profissional (mínimo 6 meses);
1.2. Especialização Lato sensu;
1.3. Estágio (mínimo de 15 dias);
1.4. Monitoria em disciplina;
1.5. Palestras ou cursos ministrados;
2. Produção científica ou tecnológica; 2.1. Participação em congressos, jornadas e simpósios;
2.2. Participação em palestras;
2.3. Participação em curso em área de Alimentos ou de suporte técnico (inglês, informática etc.);
2.4. Iniciação Científica;
2.5. Resumo ou nota técnica em área de Alimentos;
2.6. Resumo expandido ou artigo publicado em anais de eventos na área de alimentos;
2.7. Artigo completo em periódico indexado, livro ou capítulo na área de alimentos;
2.8. Texto em jornal ou revista na área de alimentos;
2.9. Apresentação de trabalho em evento;
2.10. Organização ou coordenação de eventos;
3. Complementação e Adequação da Produção científica ou tecnológica; 3.1. Participação em atividades consideradas de mérito acadêmico e não contempladas neste Barema; 3.2.
ANEXO II DO EDITAL Nº 082/2010
PONTOS PARA PROVA ESCRITA/2010
Será avaliada a habilidade dos candidatos em relação à leitura, interpretação, raciocínio lógico e redação, quando questionado a cerca dos seguintes pontos:
1. Fatores que influenciam na conservação de alimentos;
2. Tratamento térmico de alimentos;
3. Reações de oxidação em alimentos;
4. Higienização na indústria de alimentos;
5. Noções básicas de ANOVA e testes de comparação entre médias.
Adequação da Produção às linhas de pesquisa e à disponibilidade de orientação do curso; BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA ANDRADE, N.J.; MACÊDO, J.A.B. Higienização na indústria de alimentos. São Paulo: Livraria Varela, 1996.182 p.
BARUFFALDI, R. e OLIVEIRA, M.N. de. Fundamentos de tecnologia de alimentos. Vol. 3. São Paulo: Atheneu Editora, 1998.
BOBBIO E.F.O.; BOBBIO P.A. Química do Processamento de Alimentos, 2001.
BOBBIO E.F.O.; BOBBIO P.A. Introdução à Química de Alimentos, 1995.
FELLOWS, P. Tecnologia del procesado de los alimentos: Principios y prácticas. Zaragoza: Editora Acribia S.A. 1994.
GEANKOPLIS, C. J. Transport process and unit operations, New Jersey : Prentice Hall International Editions, 3
GOMES, F.P. Curso de estatística experimental. 13ª Edição. São Paulo: Editora Nobel. 1990. 468 p.
ORDONEZ, J.A. Tecnologia de alimentos - Alimentos de origem animal, Vol. 2, Artmed, 2005.
Os candidatos serão classificados de acordo com a pontuação final.
O número de estudantes a serem admitidos será definido pelo Colegiado do Programa.
Não serão admitidos estudantes sem disponibilidade de orientador na área pretendida pelo candidato.
A publicação do resultado final ocorrerá após consulta e aceite dos professores orientadores.
Estes critérios foram aprovados pelo Colegiado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Alimentos, em 02 de agosto de 2010.
Itapetinga, 27 de julho de 2010.
th Edition 1993, 921 p.

Anvisa interdita três marcas de sal por erros na quantidade de iodo

Substância é adicionada ao alimento para evitar carência no organismo .

Autor: Agência Estado
 

Lotes das marcas de sal Cisne, União e Salmonte foram interditados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) por apresentar irregularidades na quantidade de iodo que deve ser adicionado ao produto.
A amostra analisada do sal Cisne trazia teor abaixo do que é determinado pela agência: pelo menos 20 miligramas em cada quilo de produto. Amostras do sal União, por sua vez, apresentavam problemas distintos: um lote tinha menos iodo do que o recomendado pela Anvisa e outro, quantidade em excesso.
A Anvisa também determinou a interdição cautelar do sal Marlin, por trazer em sua composição carbonato de sódio, aditivo que não é permitido pela legislação sanitária.
O gerente jurídico da empresa fabricante do Sal Cisne, Antonio Carlos Santana, admitiu o desvio de padrão e afirmou que o produto já começou a ser recolhido do mercado. Santana atribuiu o problema a um "comportamento anômalo" das máquinas.
– Não foi constatado nenhum defeito. Tanto é que a produção que se seguiu está em conformidade com padrões exigidos pela Anvisa. A expectativa é a de que dentro dos próximos 15 dias o restante do lote seja recolhido.
Procurada, a empresa fabricante do Sal União não se manifestou.
A adição de iodo no sal é obrigatória no país desde 1995. A medida começou a ser adotada para tentar evitar a carência da substância no organismo, mais frequente entre pessoas que vivem em regiões afastadas do mar. Distúrbios por deficiência de iodo podem provocar doenças como bócio e, em gestantes, levar o nascimento de crianças com rebaixamento mental e surdez.
O excesso de iodo, por outro lado, também é prejudicial. Níveis elevados estão relacionados a aumento de casos de tireoidite de Hashimoto e hipotireoidismo. Os níveis de adição do produto mudaram ao longo dos anos. Atualmente, o mínimo recomendado é de 20 miligramas por quilo. O limite máximo é de 60 miligramas.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Bunge Brasil prorroga inscrições para programa de trainee 2011

A Bunge Brasil, empresa de agronegócios, alimentos e fertilizantes, prorrogou as inscrições até 12 de outubro para o Programa Trainee 2011. O objetivo é contratar e desenvolver jovens talentos que estejam concluindo ou concluíram a graduação há no máximo dois anos.  Salário é de R$ 3.500,00.

O programa de trainee tem duração de dois anos.
Os interessados poderão se cadastrar por meio do site www.bunge.com.br/trainee2011

 

 

 

 

XXII Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia de Alimentos - 2010

O XXII Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia de Alimentos - 2010,  será realizado nos dias 07 a 10 de novembro de 2010 no  Centro de Convenções de Salvador/Bahia.

Tema:Ciência e Tecnologia de Alimentos:Potencialidade, Desafios e Inovações

Participe !!!

ABIA barra resolução da ANVISA

4/10/2010 - O embate entre a indústria de alimentos e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre as regras para a publicidade de alimentos e bebidas não alcoólicas ganhou novo round. A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA) conseguiu a suspensão da Resolução nº 24, de junho de 2010, graças à decisão da juíza Gilda Sigmaringa Seixas, da 16ª Vara da Justiça Federal de Brasília. Com isso, as determinações da resolução só terão validade após julgamento, que não tem data para ocorrer.
Fonte: Revista Meio & Mensagem - SP
  


http://www.abia.org.br

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O comércio Halal - poder que vem do Alcorão

Fonte Revista ISTOÉ

A discriminação contra os muçulmanos na França ganhou um adversário de peso: os gigantes da alimentação, como a Nestlé, que faturam com um mercado de E 5,5 bilhões

Por Roberta Namour
A avenida Champs-Elysées, em Paris, é conhecida no mundo inteiro pelo luxo de suas lojas e por ligar o imponente Arco do Triunfo à Praça da Concórdia. Mas, no mês passado, uma cena incomum chamou a atenção dos turistas e moradores que ali passaram. Lojas de marcas como Louis Vuitton e Mercedes-Benz ficaram encobertas por grandes painéis com um boi e uma galinha com a mensagem “Fièrement halal” (orgulhosamente halal).
A publicidade da empresa Isla Délice, voltada à comunidade islâmica da França –  a maior da União Europeia –, foi considerada uma afronta à campanha de autenticidade nacional do presidente Nicolas Sarkozy. Nos últimos anos, o governo tem travado uma queda de braço com os muçulmanos. Chegou até a proibir o uso de véu integral em local público.

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Supermercado em Paris: as grandes redes têm espaços reservados para produtos halal

Mas, para diversos setores da economia, a presença dos muçulmanos no país é uma bênção. Isso porque o consumo de alimentos halal, aqueles produzidos de acordo com os preceitos do Alcorão, explodiu. Só no último ano, o crescimento na França foi de 22%, chegando a E 5,5 bilhões – quatro vezes mais do que o desempenho dos produtos orgânicos.

Até pouco tempo atrás, o comércio halal estava concentrado nas mãos de uma dezena de empresas de médio porte. Entre elas, a Corico. Em atividade há 40 anos, a produtora abate 50 mil aves por semana e fatura E 45 milhões por ano. “A chegada de uma geração de consumidores mais jovem e moderna, com um comportamento de compra mais agressivo, transformou esse mercado”, explica Serge Barraud, responsável comercial da Corico. 
O novo potencial de consumo desses 5,5 milhões de muçulmanos no país despertou o interesse de gigantes multinacionais como a Nestlé. Atualmente a empresa suíça é a número 1 mundial em produtos industrializados halal. No mercado desde 2006, o grupo possui 30 alimentos islâmicos das marcas Maggi e Herta. 
De suas 456 fábricas, 85 têm o certificado halal. “Sentimos uma forte demanda dos varejistas para ampliar nossa variedade étnica. Este é um dos pilares do nosso crescimento em que continuaremos a nos concentrar”, disse Alexander Klein, gerente de produtos da Nestlé. Os alimentos halal possuem hoje um corredor exclusivo em grandes redes como Carrefour e Casino.
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Em outros setores, a transição para esse mercado foi feita de forma ainda mais agressiva. Mais de 20 lojas da rede de fast-food europeia Quick – principal concorrente do McDonald’s no país – adotaram a carne halal em todos os seus sanduíches. Não existe outra opção para os não muçulmanos. 
O Quick recebeu uma centena de denúncias por discriminação. Até agora, todas foram desconsideradas pela Justiça. Segundo Jacques-Edouard Charret, presidente do grupo, a decisão dos juízes reconhece a vontade da rede em se adaptar ao mercado sem nenhuma malícia. 
Apesar da polêmica, Charret tem motivos para comemorar. O faturamento das unidades exclusivamente halal dobrou. O mesmo aconteceu com os mais de nove mil açougues muçulmanos da França. Uma clientela francesa passou a consumir esses alimentos por causa do custo 25% menor. Além de ganhar na escala, eles dispensam intermediários para fazer o corte da carne.
Por mais preocupante que possa parecer ao governo, o apogeu de produtos muçulmanos num país majoritariamente católico não significa uma ameaça ideológica. É o que diz a sociológa e autora do livro Entenda o halal, Florence Bergeaud-Blackler. “O dinheiro do halal não financia o culto muçulmano, mas sim as empresas alimentícias”, diz Florence. Segundo ela, a certificação desses produtos não é emitida por mesquitas, mas por empresas privadas, sem nenhuma ligação com o islamismo. Ou seja, nesse ponto, Nicolas Sarkozy pode ficar tranquilo. 

domingo, 3 de outubro de 2010

Pergunte a sua mãe se você teve esse problema !!

QUALIDADE DA CARNE

VEJA COMO É FEITO O ABATE CLANDESTINO E O ABATE LEGAL !

VAMOS FICAR ESPERTO MOÇADA!


 

sábado, 2 de outubro de 2010

Embalagens Inteligentes

Embalagens ativas e inteligente podem aumentar vida útil dos alimentos e proporcionar alimentação mais saudável





Nas prateleiras dos supermercados nos próximos anos, os consumidores brasileiros vão poder se beneficiar não apenas de alimentos mais saudáveis, mas também de embalagens ativas que prolongam a vida útil do alimento e trazem em sua composição vitaminas, fitoquímicos, nanofibras e prebióticos.



Esta será uma das pesquisas demonstradas durante o 4º Congresso Internacional de Bioprocessos na Indústria de Alimentos (ICBF 2010) e 5º Encontro Regional Sul de Ciência e Tecnologia de Alimentos (ERSCTA). Organizado pela Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia de Alimentos Paraná (SBCTA-PR), o evento vai acontecer no Cietep de 5 a 8 de outubro 2010 em Curitiba, devendo reunir pesquisadores da Ásia, Europa, Estados Unidos e Brasil.
De acordo com o pesquisador Washington Azevedo da Silva, da Universidade Federal de São João Del-Rei (Minas Gerais), as embalagens estão passando do simples acondicionamento de alimentos para se tornarem embalagens ativas e inteligentes para alimentos, proporcionando qualidade e segurança alimentar ao consumidor. “Nesse sentido, as embalagens passaram a desempenhar funções específicas, através da incorporação de agentes ativos como antimicrobianos, antioxidantes, agentes inibidores de amadurecimento, entre outros”, enumera. Uma maçã fatiada que dura em média de um a dois dias, poderia ter a vida útil prolongada para até oito dias, assim também acontecendo em carnes, fatiados e hortaliças.



Em geral, a deterioração dos alimentos começa pela superfície do alimento. É nesse princípio que o estudo se desenvolveu à medida que a embalagem ativa em contato com a superfície do alimento pode inibir a deterioração devido à liberação controlada do agente ativo. “Nas massas de pão ou de pastel, por exemplo, é comum a indústria adicionar ao processo sorbato de potássio para conservação, substância que poderia ser incorporada à embalagem e migrar aos poucos ao alimento, reduzindo ou até eliminando o consumo desse aditivo químico”, esclarece.



Já as embalagens inteligentes são sistemas de acondicionamento em que as condições do alimento e do ambiente são monitoradas e transmitidas ao consumidor e ao fabricante. Nos supermercados, já é possível verificar bebidas com esse tipo de informação com rótulos que mudam de cor ao atingir a temperatura ideal para consumo. “São sensores e indicadores que se baseiam em reações químicas, enzimáticas, imunoquímicas, ou reações mecânicas. Podem ser inseridos no corpo ou no interior da embalagem para detectar e comunicar informações como temperatura, adulteração, deterioração do produto acondicionado, frescor e amadurecimento de commodities agrícolas, crescimento microbiano, presença glúten toxinas e outras substâncias”, assinala o pesquisador.



Azevedo informa que as embalagens inteligentes também terão larga escala em produtos para exportação que precisam seguir em condições de temperatura controlada, onde a etiqueta poderá mudar de cor indicando alterações e até deterioração durante o trajeto até o destino final.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Plástico de Mandioca

PLÁSTICO DE MANDIOCA PARA EMBALAR ALIMENTOS É BIODEGRADÁVEL E PODE SER COMIDO

Pesquisadores da Escola Politécnica USP desenvolveram um filme plástico à base de amido de mandioca e açúcares. Projetado para ser utilizado em embalagens, o plástico é biodegradável, comestível, tem propriedades antibacterianas e pode mudar de cor de acordo com o estado de conservação do produto.
A novidade ainda está em fase de desenvolvimento, mas pode ser uma alternativa para um grave problema ambiental. O Brasil consome cerca de 4 milhões de toneladas de plástico anualmente e recicla apenas 16,5% desse total, de acordo com a Associação Brasileira de Embalagens. Um terço corresponde ao plástico filme e dois terços ao plástico rígido. A estimativa para a decomposição desses materiais no ambiente é de cerca de cem anos.
Além da redução de lixo, por ser biodegradável, a invenção poderá reduzir os conservantes sintéticos dos alimentos, devido à ação antimicrobiana. O produto é resultado do pós-doutorado da engenheira química Cynthia Ditchfield, do Laboratório de Engenharia de Alimentos do Departamento de Engenharia Química da Poli.
A pesquisadora faz parte de uma equipe supervisionada pela professora Carmen Tadini. O projeto tem apoio da FAPESP na modalidade Auxílio a Pesquisa. Cynthia contou com uma bolsa de pós-doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação.
A busca de um polímero natural biodegradável é uma tendência mundial. “Utilizamos o amido de mandioca como base com a intenção de agregar valor, uma vez que o Brasil é o segundo maior produtor mundial do tubérculo”, disse Cynthia à Agência FAPESP.
De acordo com a pesquisadora, o novo plástico filme possibilitará a fabricação de embalagens ativas que, além de proteger, interagem com o produto, agregando novas utilidades. Um exemplo é a ação antimicrobiana. “Adicionamos ao material da embalagem produtos como cravo e canela, que são antimicrobianos naturais. O resultado é um aumento da vida útil do produto na prateleira”, explicou.
Indicador de acidez
Outra característica ativa da nova embalagem é a indicação de acidez. Segundo Cynthia Ditchfield, muitos alimentos, quando se deterioram, sofrem alterações no pH, que fica mais ácido. Em contato com o alimento, o plástico muda de cor, indicando se as condições estão boas.
“O indicador de pH pode dar segurança ao consumidor de que o produto não está estragado ou passou por más condições. A embalagem também pode indicar, por exemplo, se um produto está em boas condições, ainda que a validade tenha expirado”, explicou.
Para a mudança de cor da embalagem, os pesquisadores utilizaram extratos naturais de repolho roxo, uva e cereja. “São pigmentos do grupo das antocianinas, que mudam de cor com o pH”, disse. O repolho foi o mais eficiente nos testes, mas a uva seria interessante para possibilitar uma nova destinação para as sobras da fabricação de vinho. “Fizemos testes com resíduos de vinícolas e eles foram bem satisfatórios.”
Cynthia explica que a matéria-prima utilizada na embalagem é barata, mas que não há ainda estimativas se o produto será mais caro do que os plásticos convencionais. A definição dependerá do processo industrial que for adotado.
“Ainda precisamos desenvolver a embalagem, principalmente em relação à barreira de umidade e à função antimicrobiana. Faltam testes de aplicação e melhoramento. Depois disso, será preciso projetar a produção industrial”, disse.
Para a pesquisadora, o produto deverá chamar a atenção da indústria após a fase de testes preliminares. “Todos os elementos utilizados no produto – a mandioca, a sacarose e os compostos antimicrobianos – são produzidos e exportados pelo Brasil. A idéia é agregar valor a produtos nacionais”, afirmou.
Fábio de Castro
Agência FAPESP

Fonte: Inovação Tecnológica